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Orientações sobre patologias e medicações 

Non potest medicus per epistulas eligere cibi aut balinei tempus, vena tangenda est. [Sêneca, Epistulae Morales 22.1] O médico não pode receitar por carta o momento de comer ou de banhar-se; ele deve tomar o pulso.

Estas paginas pretendem ser apenas uma orientação sumaria sobre as principais patologias cardiovasculares, seus fatores predisponentes ou agravantes, as condutas terapeutica adotadas para o controle destas entidades, a prevenção e/ou minimização de suas complcações.

Hipertensão Arterial

A Hipertensão Arterial é uma patologia que se desenvolve, principalmente nas suas fases iniciais, de maneira assintomática. A medida da pressão arterial deve ser obrigatória em toda consulta médica. Como um critério mais simples, valores de PA que se mantenham acima de 140/90 mmHg em duas medidas durante uma consulta, em duas ocasiões distintas, nos permitem diagnosticar uma situação de hipertensão arterial.

Insuficiencia coronariana

A doença arterial coronariana, na sua manifestação mais conhecida, surge como uma dor na face anterior do torax. Quando durante uma consulta se constata a presença de fatores de risco para doença aterosclerótica, na vigência de uma história de dor, podemos suspeitar de doença coronariana.

Dislipidemias

A dislipidemias se constituem em uma entidade nosologica (patologias reconhecidas e classificadas) perfeitamente estabelecida que envolve um distúrbio do metabolismo das lipoproteínas que se manifestam clinicamente como alterações das concentrações plasmáticas (no sangue) de colesterol e triglicerídeos. A alteração plasmática persistente dos níveis de colesterol e triglicerídeos em associação a outros fatores de risco, leva ao desenvolvimento da doença arterial aterosclerótica.

 

Arritmias cardiacas

As arritmias cardíacas se apresentam em dois grupos distintos: as supraventriculares e as ventriculares. Podem ser decorrentes de anormalidades na geração ou na condução do estimulo elétrico, ou ambos, no coração.

Insuficiencia Cardiaca

A insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica que se manifesta como consequência de alterações estruturais ou funcionais do coração, causando incapacidade de manutenção da perfusão dos tecidos do organismo para suprir as demandas metabólicas. Seus sintomas principais são dispneia, edema e fadiga aos esforços. Diversos mecanismos fisiopatológicos estão envolvidos na gênese desta síndrome.

Infarto Agudo do Miocardio

É uma situação grave, resultado do desequilíbrio agudo entre a oferta e a demanda de oxigênio ao musculo cardíaco. Nos Estados Unidos, todo ano, cerca de 865.000 pessoas são internadas com IAM levando a uma mortalidade de 20% dos homens e 30% das mulheres nas primeiras horas do início dos sintomas. Estima-se que no Brasil ocorram mais de 350.000 casos de Infarto do Miocárdio por ano.

 

Edema Agudo de Pulmão

É uma patologia grave, se constituindo em situação de emergência cardiológica, que deve ser reconhecida e imediatamente tratada. Pode ser acompanhada de insuficiência respiratória aguda. É uma situação que ocorre em consequência do aumento anormal de líquidos no espaço extravascular dos pulmões. 

Embolia Pulmonar

É uma patologia que pode se apresentar de maneiras variadas. De assintomática até fatal. Leva a um quadro de hipoxemia que evolui em hipotensão arterial até  choque do tipo obstrutivo, (bloqueio da circulação do sangue em uma região do pulmão). É decorrente de trombose venosa profunda, mais frequentemente dos membros inferiores. Geralmente apresenta-se com os sintomas de dispneia, dor torácica ventilatório-dependente, tosse e hemoptise, (perda de sangue através da tosse).

Cardiomiopatias

Se constituem em um conjunto bastante diversificado de doenças do miocárdio. Podem estar acompanhadas de disfunção mecânica e/ou elétrica e geralmente de dilatação ventricular e hipertrofia do miocárdio. Podem ocorrer como patologia isolada do coração ou como parte de entidade nosologica sistêmica. Podem evoluir com insuficiência cardíaca progressiva levando à incapacidade física e mesmo à morte.

Medicações

Estatinas

As estatinas reduzem o colesterol plasmático bloqueando a síntese do colesterol endógeno. São hoje a primeira escolha no tratamento e na prevenção das doenças cardiovasculares ateroscleróticas. Podem apresentar efeitos adversos musculoesqueléticos.

Diuréticos

Os diuréticos diminuem a reabsorção de Na (sódio) e Cl (cloro), aumentando a perda de água, secundária ao aumento da eliminação de NaCl (cloreto de sódio), nosso sal de cozinha.

Betabloqueadores

Bloqueadores B-adrenérgicos são drogas usadas no tratamento de diversas doenças cardiovasculares, como Hipertensão Arterial, Doença Arterial Coronariana e Insuficiência Cardíaca.

Podem provocar reações adversas como astenia, fadiga, letargia, depressão, distúrbios do sono, broncoespasmo, bradicardia, bloqueio AV e depressão miocárdica.

 

Alfabloquedores

São fármacos que apresentam efeito anti-hipertensivo devido a sua capacidade de reduzir a resistência vascular periférica através do bloqueio da ação simpática. Apresentam efeito hipotensor discreto no longo prazo quando utilizados em monoterapia. Devem, portanto, serem utilizados em associação com outros anti-hipertensivos.

IECA - Inibidores da enzima conversora de angiotensina

São drogas que representam um avanço extraordinário no tratamento de HA, sendo o Captopril a primeira a ser utilizada. São utilizadas ainda, no tratamento da hipertrofia do ventrículo esquerdo, na insuficiência cardíaca, na nefropatia diabética, no pós-infarto do miocárdio e na doença aterosclerótica. Reduzem a morbidade e a mortalidade cardiovasculares nos hipertensos. Como efeitos colaterais mais frequentes, podem provocar tosse seca  e alteração do paladar.

ARA II (BRA II) - Antagonistas dos receptores da angiotensina II

São drogas que antagonizam a ação da angiotensina II por meio do bloqueio especifico de seus receptores AT1. São eficazes no tratamento da hipertensão arterial. Produzem redução da morbidade e mortalidade cardiovasculares.

ACC - Antagonista do canal de calcio

Os antagonistas dos canais de calcio são utilisados no tratamento da insuficiencia coronariana, na hipertensão arterial e nas taquiarritmias supraventriculares.

Vasodilatadores de ação direta

São drogas que atuam sobre a musculatura da parede vascular, levando consequentemente à vasodilatação e redução da resistência vascular periférica. Normalmente são utilizados em associação com diuréticos e/ou betabloqueadores.

 

Antiarrítmicos

Constituem um grupo de medicamentos utilizados para o controle e a prevenção das arritmias cardiacas nas suas diversas manifestações.

 

 

Antiagregantes plaquetários

Os antiagregantes plaquetários são medicamentos, que têm a propriedade de inibir a formação do trombo, sem alterar de maneira importante outras áreas da coagulação. Agem através da  inibição das funções plaquetárias como adesividade e agregação, inibindo a formação de trombos induzidos predominantemente por plaquetas.

Inotrópicos positivos

São os chamados glicosídeos cardíacos, que apresentam como ação hemodinâmica nos pacientes com insuficiência cardíaca e coração dilatado, a capacidade de promover um aumento na contratilidade do musculo cardíaco, queda da resistência periférica e diminuição do consumo de oxigênio pelo miocárdio. Efeitos desejáveis em pacientes com Insuficiência Cardíaca.

Simpaticolíticos de ação central

Constituem um grupo de drogas que reduzem a pressão arterial por meio de uma ação no sistema nervoso central, inibindo, essencialmente, a transmissão adrenérgica até as células efetoras localizadas na periferia. O sistema simpático regula a pressão arterial continuamente por meio de um mecanismo de barorreflexo.

CLÍNICA CARDIOLÓGICA

DR. WERTHER J. VERVLOET

Av. Paulista - Conjunto Nacional

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